A ABIT – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção –, encomendou o estudo “Cadeia Global de Valor” à consultoria suíça Gherzi. O estudo tem como objetivo trazer informações e analisar os dados relativos a cadeia têxtil do Brasil, analisando também as transformações dessa área.

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A evolução da cadeia têxtil segundo novo estudo da ABIT
Foto: Reprodução

Na fábrica

O estudo levantou algumas tendências no mercado têxtil nacional, como a reutilização de descartes de roupas, não tecidos, sobra de tecidos e elementos têxteis, reforçando o upcycling. A produção de matérias primas naturais, como o algodão deve se tornar mais eficiente com o uso de tecnologias e o aumento de uso de fibras na composição dos tecidos vem aumentando, reflexo da busca por produtos mais fáceis de cuidar, dinâmicos e da atenção dada à sustentabilidade.

A produção local é valorizada, pois facilita a comunicação com o cliente, além da gestão de qualidade, mas os sistemas mais automatizados, como robôs, estão sendo cada vez mais utilizados.

Algumas ferramentas que permitem o monitoramento, diagnóstico e ações ao longo do processo produtivo vem sendo desenvolvidas. O nicho de mercado das smart textiles, voltado para tecidos inteligentes, vem crescendo.

A responsabilidade social e ambiental não são mais abordadas como obrigações, mas são tomadas de forma voluntária. Existe uma preocupação com produtos de maior qualidade e durabilidade em todos os setores, não só nas marcas premium, demonstrando uma maior consciência. Existe uma maior demanda e de transparência sobre os produtos e serviços e, seguindo isso, agora é possível saber a origem e os processos produtivos do que se consome.

Na compra

O crescimento do e-commerce é indubitável, mais da metade dos consumidores realizam compras online, que já são preferidas em lugar da experiência tradicional de compra. Mais do que isso, os consumidores têm preferido outras experiências, como as consultorias, facilidade em comparar preços e possibilidade de custumização – mesmo que em massa e através da automatização. Busca-se também versatilidade, com peças como o ActiveWear, que transitam na academia e no dia a dia.

Com o aumento da consciência ambiental, de forma geral, alguns novos serviços surgem, como a coleta de roupas usadas para reciclagem e customização e a criação de acervos de roupas para trocas e alugueis, em lugar da compra definitiva.

O consumidor tem, agora, necessidade de saber de onde vem a peça que está consumindo. O processo de produção, a matéria-prima utilizada e todas as informações sobre a origem surgem como questionamentos que as empresas devem buscar estar preparadas para responder.

Quanto ao jeans

O Brasil se destaca na produção de Denim, sendo o quarto maior produtor mundial desse tecido, segundo a ABIT, estando atrás apenas da China, Índia e Turquia. Nos últimos dois anos – 2016 e 2017 – cerca de 500 milhões de metros lineares de denim foram produzidos por ano. Assim a participação brasileira na produção do denim é de 6,25% dos cerca 8 bilhões de metros que são produzidos mundialmente por ano.

Tomando como base os dados de 2016, as exportações giram em torno de 20 milhões de metros, U$58 milhões de dólares de tecido denim.

Por fim, a pesquisa ainda levantou que ocorreu um crescimento significativo do PIB que está relacionado à demanda têxtil global, estimado em 12kg per capita para o ano de 2016.

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