A luta até aqui, não foi fácil e, hoje, em pleno 2016, os desafios ainda são uma realidade diária

Dia-internacional-da-mulher
Fonte: Consciência Jeans

Empresárias, funcionárias, donas de casa, mães, filhas, irmãs, tias e avós. Engajadas, ativas e proativas. As mulheres, conquistaram, pouco a pouco, o seu espaço no mundo. Desde o século 19 os movimentos femininos lutam para conquistar os direitos trabalhistas e a igualdade para as mulheres, em uma época onde elas não eram ouvidas e não tinham voz ativa na sociedade.

A reação incomodou e ecoou nos sete cantos do mundo. Se antes elas eram submissas e caladas, agora passaram a gritar, fazer greves e mobilizações. Em meio a tantas lutas, instituiu-se o Dia Internacional da Mulher. A primeira celebração aconteceu em maio de 1908 nos EUA, quando em torno de 1500 mulheres aderiram a uma manifestação para lutar pela igualdade política e econômica no país.

Mas, somente mais de 70 anos depois, em 1977, quando o movimento feminista explodiu, a Organização das Nações Unidas (ONU) comemorou e oficializou o dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher, como uma forma de honrar os direitos iguais, reforçar e disseminar as conquistas, bem como discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres.

 “De um lado é corpo e sedução, do outro força e coração”

Espartilho, chapéus e saias pesadas. Se não fosse a força e a coragem de Gabrielle Bonheur Chanel, e de outras revolucionárias, ainda estaríamos nos vestindo dessa maneira. A história da mulher na moda não começa com Coco Chanel, na verdade. Mas, a revolução e a criação de novas tendências, sim.

A estilista rompeu todas as barreiras possíveis e imagináveis para o início do século 20. Teve inúmeros namorados, inventou o cabelo curto e criou vestidos e roupas mais leves, sem os aterrorizantes espartilhos. Mas foi quando usou, pela primeira vez, calças compridas. Foi então que as calças ganharam as ruas e o gosto popular para que grandes nomes da moda reinventassem o modelo ao longo da história.

A ousadia foi, para muitos, o grande divisor de águas na mentalidade feminina. A Primeira Guerra Mundial acelerou o uso das calças, já que as mulheres passaram a trabalhar nas fábricas enquanto os maridos estavam em combate.

Mas foi somente nos anos 60, quando Audrey Hepburn esbanjou charme e feminilidade em uma calça Capri justa no filme Sabrina, que as calças se tornaram item quase que obrigatório no armário da maior parte das mulheres, sobretudo as jovens e ativistas.

O jeans, aliás, surgiu nessa mesma época. Antes usado apenas por mineiros, as marcas passaram a criar diversos modelos e os artistas apostaram alto nas calças. Era a fase do Woodstock e a calça jeans estava popularizada e era para todos – de Marilyn Monroe à hippies e roqueiros.

Enquanto isso, no Brasil, outro destaque: Elis Regina apareceu na TV com uma minissaia e causou um alvoroço sem fim.  Em plena década 1960, ela deu início a uma tendência nacional. As mulheres passaram, então, a valorizar ainda mais o seu corpo e a conhecer a sua própria beleza.

Se as saias já não eram mais tão longas e sérias, as cobranças eram maiores… e ainda são! O estereótipo da mulher ideal parecia ter voltado, juntamente com as críticas. Passamos a acreditar que a magreza extrema, maquiagem impecável e cabelo liso eram obrigatórios. Esquecemos de todas as lutas para dar lugar ao que o mundo nos impunha. Esquecemos da beleza do natural e do real.

Naquela época, elas conquistaram o mundo e ele se tornou mais leve para elas. Elas nos tornaram mais fortes e acreditaram em nós. Mas a força e a coragem não valem de nada se não lembrarmos pelo que lutamos. É preciso olhar para a frente, para nós, com a certeza de que o amanhã será melhor. É preciso olhar no espelho com orgulho e se lembrar sempre que: somos lindas! A beleza é natural, vem da luta diária e de todas as nossas conquistas.

Visite a Loja de Jeans no Brás na Rua Mendes Junior, 395 ou na Rua Xavantes, 173 em São Paulo ou encontre um revendedor na sua cidade, veja aqui os locais.

Comentário

Comentários